quarta-feira, 23 de julho de 2008

Estou em estado de choque.

Estou traumatizada...
Isto não é possível…
só pode ser engano…
Já não fazem maquinas como antigamente, e estás modernices só nos dão cabo da cabeça…
Recuso-me a acreditar no que elas dizem.
Pois é fui a farmácia e num cantinho estava lá uma balança e eu pensei:
- Bem vou pesar-me…
Mas a maquina além de pesar também tira a altura.
Então descalcei os sapatinhos e toca a subir para a balança toda pimpona…
E ficar quietinha como mandava as instruções…
Em analise…
Em analise….
Pode sair da balança e retirar o ticket.
Tirei o ticket e fiquei em estado de choque…
Mas o que é isto…
a maquina tá maluca…
só pode….
Isto não é verdade…
Não é que eu encolhi 2 cm…
Isso mesmo tenho menos 2 cm… estou a encolher.
Ai… e eu nem sequer andei a chuva…
Não pode ser… se continuo a encolher vou desaparecer.
Vou voar com o vento…
Estou traumatizada… nunca mais me aproximo daquela maquina…
Qualquer dia o Rei anda comigo assim na mão, como na imagem…
Ai… não pode ser

terça-feira, 15 de julho de 2008

Eu nada posso fazer.

Tens um ar triste, um ar desamparado, um ar gasto, um ar desesperado.
Não reconheço mais em ti o homem que outra hora foste.
Nunca te vi chorar, só gritar…
Agora choras como uma criança e partes-me o coração, nunca me deste um carinho e agora abraças-me em desespero. Porque??
Porque é que as pessoas só vêm o mal que fazem ou que fizeram quando já é tarde de mais, quando já não se pode voltar atrás, quando já nada tem conserto.
O medo que eu outrora tive, agora transforma-se em pena, pena, que raio de sentimento mais estúpido e inútil de se sentir… mas é isso que sinto…
talvez não seja só pena pelo que tu foste, mas pena pelo que eu também não te soube ensinar… Hoje sou adulta, já não tenho o medo que me assombrava enquanto fui criança, hoje sei que tu já nada podes, que já nada temo.
Antes não era o respeito que me impedia de te falar, mas sim o medo da tua reacção as verdades que merecias ouvir….
Se pudesse voltar atrás e dizer-te tudo o que te digo agora tê-lo-ia feito, teria mesmo, pois acho que se o tivesse feito teria evitado tanta tristeza.
O sentimento de impotência continua, pois se antes não podia fazer nada porque era criança, hoje apesar de adulta, devido às circunstâncias nada posso fazer, porque não está nas minhas mãos mudar os feitios das pessoas.
Agora nada posso fazer, mesmo que eu queira que as coisas fossem diferentes, nada posso fazer. Gostava que tivesses sido uma pessoa diferente, como eu gostava.
Mas também não te culpo porque se não te ensinaram a amar, se anteriormente também se esqueceram de te amar, como podes tu saber como amar.
Sei que à tua maneira, o fazes.
Estranha maneira... deixa que eu te diga…
Gostava de ter feito tanta coisa contigo de ter tido tantas conversas…de poder ter contado contigo para tanta coisa… Sei que não devia gastar energias com coisas que não me levam a lado nenhum…
Mas eu sou assim, sofro por te ver sofrer apesar de achar que só estás a colher o que plantaste no passado…
Tudo na vida tem um retorno, e às vezes chega quando pensamos que já não chegaria…
Hoje sofres em silêncio, sofres com a solidão tudo o que fizeste sofrer a todos nós.
As crianças não esquecem, nunca esquecem, nada, nem as palavras nem os actos, e pior que não esquecer é não compreender o porquê, então gravam as imagens somente.
E isso fica como companhia para toda uma vida, são marcas que nem o tempo apaga.
Como os adultos são tão estúpidos quando pensam “são crianças não entendem e amanhã já se esqueceram” Hoje somente te posso dar o meu ombro para chorares, não posso consertar o passado.
Hoje somente te posso dizer que já te perdoei tudo, apesar de não me o pedires.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Odeio gente de cabeça pequena e fechada.

Odeio gente de cabeça pequena e fechada.
Tiram-me do sério.
Hoje ao navegar por aqui deparei-me com um Blog, com a seguinte pergunta:
“Que pensam da comunidade brasileira aqui em Portugal, principalmente em Lisboa e arredores?”
o que a partida não tinha nada de mal, não fosse a proprietária do blog e mais uma outra utilizadora começarem a deitar a baixo os Brasileiras.
O que para mim não passam de pessoas Xenofobias e de mentes bem fechadinhas.
Xenofobia é o medo (fobia, aversão) que o ser humano normalmente tem ao que é diferente (para este indivíduo).
Xenofobia é também um distúrbio psiquiátrico ao medo excessivo e descontrolado ao desconhecido ou diferente.
Xenofobia é ainda usado em um sentido amplo (amplamente usado mas muito debatido) referindo-se a qualquer forma de preconceito, racial, grupal (de grupos minoritários) ou cultural. Apesar de amplamente aceito, este significado gera confusões, associando xenofobia a preconceitos, levando a crer que qualquer preconceito é uma fobia.
Isto porque sejam Brasileiras, Ucranianas, Angolanas, chinesas, japonesas, Portuguesas …etc… São seres humanos de Carne e osso, com 2 olhos, 1 boca, 1 nariz. 2 perna, 2 braços, 1 cabeça, e tronco e por mais que varie a língua ou o tom da pele o SANGUE é todo Vermelho… Uns são óptimas pessoas, outros não valem o chão que pisam, certo, mas até nós Portugueses somos assim…
Não existem povos perfeitos, nem nunca existiram.
Fico fula quando ouço dizer que por ser brasileira já é uma “Garota” fácil, e já só está em Portugal para caçar o Marido das Portuguesas.
Ora por amor de Deus tenham lá paciência tá.
Se por acaso o vosso marido vos trocou por uma Brasileira por algum motivo foi, e até podia ter sido por uma Japonesa.
Talvez se dessem mais atenção ao vosso marido e se em vez de caírem no desleixe se cuidassem mais ainda manteriam o vosso marido.
Sim isso mesmo. Porque a maioria das Mulheres portuguesas têm um defeito, assim que se casam deixam de se cuidar, deixam de se maquilhar, de se preocupar com a aparência, de se preocupar se engordam ou seja pensam que o casamento é um relacionamento Adquirido e que o marido é para toda a vida.
Errado…Muito errado… se queremos manter o marido a que nós continuarmos a cuidar e a mimar…
Isto é a minha opinião. E nisso as Brasileiras (Algumas) dão-nos 10-0, pois elas raramente saem a rua sem maquilhagem ou com um ar descuidado, e é claro que os homens babam… mas não é por elas serem Brasileira, mas sim porque gostam de ver uma mulher bonita e arranjada.
Parem de ser preconceituosos e olhem mais para o vosso.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Isto é que é um Macho Man....

Bem o que eu já ri sozinha, feito uma tontinha mesmo.
Isto porque vinha no carro a ouvir Rádio quando começo a ouvir uma entrevista ao Famoso e popular Zezé camarinha…
Só me apercebi que era ele no fim da entrevista, porque eu e aposto que muita gente não sabe, mas fica agora a saber que este senhor publicou um Livro…
O qual tem como titulo “ Zézé Camarinha - o ultimo macho man português Não, não é engano da minha parte é Man mesmo. ( como podem ver na capa do livro) Mas o que realmente me fez rir, é porque ele estava todo ofendido com o Gato Fedorento Ricardo Araújo, porque este escreveu uma pequena crónica na Revista Visão (que digamos tem com certeza mais saída do que o livro deste Senhor) na qual ele refere que o Zézé Camarinha tem tendências Gays.
Epá chamem tudo ao homem menos Gay, então ele que comeu quase metade das mulheres Portuguesas e mais umas metade das americanas, e chamam Gay ao homem…
isso não se faz … isso é jogo baixo…
O homem é o ultimo macho latino…( espero que seja mesmo o ultimo, pois cromos destes costumam ser raros e únicos, mas se alguém se lembra de se por para ai a imitar o homem, lá se vai o mito) Enfim um caso para rir mesmo…
Deixo primeiro a crónica do Ricardo Araújo e depois a noticia da indignação do Macho mam. A qual é de partir o côco a rir, pois ele desafia o Gato fedorento para “ para uma análise ao ânus” Nunca tinha ouvido ninguém desafiar publicamente outra pessoa para fazer uma análise ao Ânus.
Visao Boca do Inferno – Ricardo Araújo Pereira .
O culto da homossexualidade em Zézé Camarinha Acaba de ser publicado, com a prestigiada chancela da D. Quixote, um texto que poderá vir a tornar-se histórico no nosso panorama literário. Intitula-se Zezé Camarinha, o último macho man português, e não tem, mas devia ter, o alto patrocínio da ILGA, porquanto opera o pequeno milagre de fazer a apologia da homossexualidade de um modo que é comovente sem ser panfletário. Camarinha, é curioso notá-lo, não seria capaz de panfletarismo, seja porque a sua personalidade é do tipo dócil, seja porque desconhece o significado da palavra «panfletário» - tal como de qualquer palavra com mais de três sílabas, e a esmagadora maioria das que têm mais que uma. O primeiro aspecto a salientar é que a obra é inclassificável. Uso aqui «inclassificável» não no sentido de ser difícil de catalogar em algum dos géneros literários habituais (conto, romance, biografia), mas sim no sentido que lhe dá a frase «Eh pá, ele assaltou a velhota? Esse tipo é inclassificável.» Em segundo lugar, importa referir que o próprio autor não se enquadra no perfil tradicional de «autor», na medida em que, ao contrário da maioria dos autores, Camarinha não é ainda um homo sapiens sapiens, nem aparenta poder vir a sê-lo, mesmo na hipótese académica de viver até aos 400 anos. E, no entanto, o livro é um monumento de ironia. Percebo que um leitor menos sofisticado possa não detectar, em Zezé Camarinha, o último macho man português, o subtil elogio da homossexualidade, mas o certo é que todos os sinais estão lá, à espera de serem colhidos e interpretados por um crítico competente e arguto. Felizmente, é o meu caso. A dedicatória, que é todo um programa, diz: «To all the darlings», e aparece assinada «Josef of the moustache from Praia da Rocha». Sei que a simples referência ao bigode, por muito que este seja um elemento essencial da cultura gay, não é suficiente para definir a personalidade do autor, mas é um primeiro indício a ter em conta. Outro, mais significativo, é a firme publicitação que o narrador faz da sua heterossexualidade, que é frequente a ponto de se tornar suspeita: «Gosto e vou gostar sempre de mulheres» (pág. 11); «[Sobre os filhos:] Vão saber que o pai deles sempre foi louco por mulheres» (pág. 12); «(...) os jovens de hoje já não gostam tanto de mulheres como eu» (pág. 12); «(...) eu adoro mulheres loiras» (pág. 14), etc. E ainda quase não saímos do prefácio. A tensão entre o elogio da masculinidade (um elemento central da cultura gay) e de uma certa exuberância heterossexual, por um lado, e a sugestão da homossexualidade, por outro, é sustentada magistralmente ao longo de todo o livro. Um dos pontos em que essa tensão se torna mais evidente é o episódio em que Camarinha observa um casal a fazer amor numa varanda: «Confesso que me começaram a dar os calores e que já me estava a ver lá em cima, com eles na janela. Era mais com ela mas se o totó quisesse estar a olhar, a mim não me importava nada!» (pág. 76). Repare-se como tudo neste excerto é exemplar da contradição macho/gay: primeiro, a expressão «começaram a dar-me os calores», mais apropriada para uma senhora de meia idade na menopausa do que para um garanhão; segundo, aquele «era mais com ela», e a sua maravilhosa ambiguidade (era só com ela que o narrador queria estar? Não. Era mais com elas); terceiro, o entusiasmo perante a hipótese de ser observado por outro homem. Esta ambição reforça uma confissão anterior, também muito expressiva: «Sempre adorei mulheres, desde muito catraio, mas aquilo de que eu mais gostava era de as exibir.» (pág. 13). A conquista de mulheres como forma de atingir e impressionar homens: eis aqui um bom resumo deste magnífico volume, todo contido naquela belíssima adversativa («mas aquilo de que eu mais gostava»). Também interessante é o modo como Camarinha descreve o seu relacionamento actual com «uma inglesa casada (...) mas cujo marido sofre de Alzeihmer (sic)». Diz ele: «Quando a conheci metia qualquer menina de 20 num chinelo. Agora já não está tão bonita mas eu, honestamente, gosto muito dela como pessoa.» Qualquer homem sabe que gostar de uma mulher como pessoa é coisa de larilas. Uma ideia que não esmorece quando Camarinha informa: «Ela tem muito dinheiro e não tem herdeiros, pois o marido está mesmo em fase terminal. Em princípio, vai ser tudo para mim mas eu nunca pedi nada! (...) Gosto muito da minha senhora e ela de mim. Por isso tem o testamento feito e sei que vai estar tudo em meu nome quando ela se for.» Camarinha pretende levar-nos a crer que o seu interesse na senhora é outro mas, depois de ter reconhecido, num assomo de honestidade (como é precioso aquele «honestamente»!...) que gosta dela «como pessoa», dificilmente alguém se deixa convencer. Um livro a todos os títulos comovente. Gato fedorento http://pt.netlog.com/go/out/url=http%3A%2F%2Fclix.visao.pt%2FOpiniao%2Fricardoaraujopereira%2FPages%2FOcultodahomossexualidadeemZezeCamarinha.aspx Noticia do correio da manhã. Zezé Camarinha processa ‘Gato’ O galã algarvio Zezé Camarinha vai agir judicialmente contra Ricardo Araújo Pereira, dos Gato Fedorento, devido a um artigo publicado na revista ‘Visão’. "Foi indecente e agiu de forma cobarde. Gostaria que me dissesse na cara o que escreveu", refere o empresário de Portimão. No artigo lê-se que 'a sugestão da homossexualidade é sustentada magistralmente ao longo do livro' sobre a vida de Zezé Camarinha, recentemente publicado, e o galã desafiaRicardoAraújoPereira 'para uma análise ao ânus, se ele tiver coragem. Gostaria de resolverestaquestão frente a frente, como seria normal entre homens, mas não me parece que ele aceite... Assim, será mais um que me dará dinheiro a ganhar neste tipo de processos. A indemnização já tem destino: uma instituição de apoio às crianças.' Zezé Camarinha diz 'não perceber' o objectivo de Ricardo Araújo Pereira. 'Portou-se como uma gatinha fedorenta e não consigo entender o motivo das provocações e das insinuações de baixo quilate. Nunca o vi em lado nenhum a não ser, ocasionalmente, na televisão. Só gosto de mulheres... Não sei se andará aqui dedo de algum Castelo Branco mas se não anda parece: o estilo tem tudo a ver...' O CM tentou obter uma reacção de Ricardo Araújo Pereira, o que não foi possível até ao fecho desta edição. Armando Alves http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?conten...
( não corrigi os erros, publiquei tal como encontrei na pagina do correio da manhã, e na visão.) Bom fim de semana.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Psssssssttttt … Suas badalhocas!!!!!!!!!

Mas que porra é está!!!!
Como é possível???
Hum…. Não consigo imaginar????
Acho que só lá vou com um desenho …
Como será que fazem uma coisa destas??
Nem dá jeito nenhum???
Bem eu não consigo… além de que nem dá jeito… Mas como??
Ou melhor porque??
Como é que é possível que uma mulher consiga verter líquidos na tampa da sanita, não só no inicio da sanita, mas na sanita toda???
Isso mesmo, como é que é possível…. Será que faz xixi de pé???
Mas que badalhocas pá.
Eu odeio ter de ir a casa de banho e quando lá chegar ver tudo salpicado por todo o lado, é na sanita é no chão… mais parece que um cão passou por ali a resolveu alçar a perna e fazer contra a sanita, pois de outra forma não encontro explicação, ou então sofrem da Doença de Parkinson… e não conseguem parar de tremer.
Se fosse no WC dos homens até acharia normal, afinal eles tem mesmo de fazer pontaria para acertarem no buraco e talvez seja normal salpicarem um pouco ( acho eu, pois afinal não sou homem e não sei como é fazer xixi de pé a segurar algo para fazer pontaria).
Mas na Wc das mulheres… juro que não faço ideia como é que o conseguem fazer. È tudo sujo, é papeis no chão, é autoclismos que não puxam…
. Mas que porra é está???
Será que em casa fazem o mesmo, custa-me a acreditar…
Será que porque como não são elas a limpar não se importam se sujar? Mas bolas porque faze-lo fora da sanita?
Já viram a porcaria que fica, e se tiverem vontade de lá voltar… não sentem nojo???
Mas que coisa…. Fico mesmo fula quando entro numa casa de banho e me deparo com estas cenas…

terça-feira, 24 de junho de 2008

Coisas de mulher.

Bem no meio de tanto sapatinho lindo, fiquei indecisa em quais escolher para este verão.
Eu gosto de sapatos, alias não conheço nenhuma mulher que não tenha uma perdição por sapatos ou por malas.
Mas estes são no mínimo originais, e eu só os usaria no Carnaval.
E agora quais é que escolho mal por mal escolhia os primeiros.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Bilhete de amor.

Não me recordo quem disse “ todas as cartas de amor são lamechas, se não o fossem não seriam cartas de amor” qualquer coisa assim... Só quem nunca amou, nunca teve a oportunidade de escrever essas cartas de amor, poemas, ou textos... talvez todos eles lamechas, como muitos o dirão, para outros serão só maneiras de demonstrar os sentimentos, ou de reviver num pedaço de papel ou numa tela de um computador,os momentos que esse amor o fizeram ou o fazem passar. Eu gosto de escrever cartas de amor, textos, ou poemas... mas eu sou lamechas mesmo ou uma eterna romântica, chamem o que quiserem que eu não me importo nada. E sim eu acredito nos príncipes encantados, no meu caso não foi um príncipe mas sim um Rei encantado que me encantou e continua a encantar. E eu pretendo lhe poder dizer ou ao ouvido bem baixinho, ou aos gritos feita doida ou em bilhetinhos de amor, ou em longos e aborrecidos textos, que ele me encantou e continua a encantar todos os dias um pouco mais. E quero lá saber se sou lamechas ou não. Então é isso mesmo que eu vou fazer, vou escrever uma carta/texto lamechas. Por isso não precisam continuar a ler. Quero dizer -te meu amor que ao teu lado sou feliz. Sim do teu lado encontrei o verdadeiro significado da palavra felicidade, não que eu antes fosse infeliz, pois já tinha do meu lado dois pequenos seres que me fazem feliz, mas tu vieste encher não só a minha vida mas a nossa vida de mais felicidade, uma felicidade completa. Agora sim posso dizer e apregoar a mil ventos que sou uma mulher completa. E do teu lado... Quero subir degrau a degrau a escada da vida. Quero construir pedra a pedra o nosso castelo, flor a flor o nosso jardim. Quero fazer com que os ramos da nossa árvore fortifiquem, ficando gigantes e fortes como os das árvores centenárias. Quero crescer e apreender a viver do teu lado. Quero que me embales no teu colo e que me sussurres ao ouvido coisas que só tu sabes dizer. Quero continuar a sentir-me encantada e quero te encantar todos os dias um pouco mais também. Quero caminhar não a tua frente e nem atrás de ti, mas sim do teu lado como temos feito até aqui. Quero olhar para ti com a ternura que tenho feito até agora, e no teu olhar descobrir que é com ternura que também me olhas. Quero fazer-te tão feliz quanto tu me fazes a mim, e continuar a sentir que não te amo mais do que tu me amas, mas que amamos de maneira igual um ao outro. E que juntos vamos folhear o livro da vida e escrever capitulo a capitulo a nossa história. Com amor, carinho, compreensão e amizade. Amo-te Miguel, hoje um pouco mais que ontem e um pouco menos que amanhã.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Coisas de criança.

Estou zangada…
Os adultos são muito complicados, estão sempre a ralhar e a proibir isto e aquilo.
Tudo faz mal, tudo pode magoar, não faças isto, não faças aquilo, não saltes, não grites.
Estou zangada. Mesmo zangada.
Já sei o que vou fazer. Vou-me vestir de verde, para assim poder ser confundida com as árvores, vou descalça para poder me sentir leve como uma folha… e para ser mais silenciosa. Depois de muito tempo a ganhar coragem decidi espreitar para o outro lado da cerca, mas ninguém pode saber, pois a minha mãe já me tinha avisado de que eu não o poderia fazer, é perigoso, posso magoar-me… blá…blá… blá…
Mas eu vou e não vou sozinha, levo o meu ursinho, companheiro de aventuras para que não me sinta só, podia levar o meu irmão, mas ele é mais pequeno e depois só me ia atrapalhar.
Pintei as unhas para o caso de ser apanhada poder parecer uma senhora, as senhoras grandes já pintam as unhas.
Devia ter trazido a mala da mamã, assim ainda iria parecer mais crescida, mas ela é muito atenta e iria dar por falta dela.
Espero que não de por falta da cadeira, pois esta cerca é muito alta. Gostava de saber porque os adultos fazem cercas tão altas? Que esconderam do outro lado? Vou ter de descobrir! Pé ante pé e com muito cuidado subi para a cadeira e trepei a cerca, espreitei e vi um belo jardim, com lindas flores, árvores gigantes, borboletas voando livres e tão coloridas. È mesmo alta está cerca, vou ter de ter muito cuidado a descer. E se caiu e me sujo a mamã vai ralhar tanto… mas eu tenho de ir ver. Au… uffa ainda bem que te trouxe e obrigado por me aparares a queda. Que sítio lindo, a mamã ia adorar vir passear aqui, vou dar um passeio.
-Pstttttttttt… menina.
Apanhada tão cedo. Quem será que me chama, não conheço a voz e confesso que estou a ficar com medo. O melhor é fingir que não ouvi.
-Psttttttt… tu ai, que fazes aqui deste lado. Ui… é comigo mesmo, agora é que a mamã vai saber que eu desobedeci e vou levar um bom puxão de orelhas, diga-mos que merecido.
- Está a falar comigo?
- Ora minha menina esta aqui mais alguém?
- Bem que eu saiba não.
- Então com que haveria eu de estás a falar?
- Não sei.
- Que faz uma menina tão pequenina aqui sozinha?
- Não sou pequenina, olha para as minhas mãos, eu já pinto as unhas, já sou uma crescida.
- Ora claro, uma mulher. Mas o que faz esta pequena mulher aqui sozinha.
Hum… acho que esta senhora está a querer saber de mais, já parece a minha mãe e daqui a nada vai começar a dar-me o sermão, escolhi um mau dia para saltar a cerca.
- Vim passear.
- E porque sozinha?
- Porque eu já sou crescida e eu estou zangada com os adultos.
- Zangada com os Adultos, porque?
- Porque sim, porque são muito complicados, porque estão sempre a ralhar, estão sempre a proibir, estão sempre a falar alto e a discutir, e porque nunca tem tempo para nada, nunca posso fazer o que quero, estão sempre a mandar-me parar de correr, para falar mais baixo, não posso comer as bolachas que e
- Hum… estou a ver. E tu resolveste fugir, foi?
- Não. E porque é que tu estas aqui sozinha também? Vieste espreitar o que estava deste lado da cerca foi?
- Não, eu vivo aqui.
- Sozinha?
-Sim sozinha.
- Porque?
-Porque os adultos se esqueceram de mim.
-Como assim se esqueceram de ti?
-Estão muito ocupados e eu não passo de uma velha senhora, com a qual ninguém quer desperdiçar tempo.
-Pensava que era só com as crianças.
-Estas enganada pequena, os adultos também se esquecem dos velhos, não estão para ouvir as nossas histórias, estão demasiado ocupados com a vida deles. E eu não acredito que a tua mãe se esqueça de ti.
-Pois não ela não se esquece de mim, esta é sempre a ralhar comigo, com tudo.
-Isso é porque ela se preocupa contigo, porque ela gosta de ti.
-E de ti ninguém gosta?
-Acho que sim, deve haver alguém que gosta de mim sim, onde eu ainda não sei.
-Eu gosto, e o meu ursinho também és muito simpática.
-Ora muito obrigado.
-De nada, queres brincar comigo e com o meu urso?
-Bem para brincar eu já não tenho forças, não conseguiria te acompanhar nas tuas brincadeiras.Mas posso te contar uma história. Queres?
-Sim quero e o ursinho também.
-Então senta-te aqui no muro ao meu lado.
Era uma vez uma menina um pouco mais velha que tu, que já andava na escola e que gostava de estudar, de ler e de pintar, essa menina gostava do silencio e além disso trazia sempre trabalhos de casa para fazer, estava sempre muito ocupada com as suas coisas. Essa menina tinha um irmão, mais pequeno que ela, que era um rapaz cheio de energia, que corria pela casa, saltava e pulava e estava sempre a desarrumar o quarto, tanto o dele como o dela, afinal era criança e gostava de brincar alegremente, mas ao qual ela não ligava muito, pois para alem de ser rapaz era mais novo e não sabia brincar tão bem quanto ela, alem do mais estava sempre a desarrumar-lhe os brinquedos, e a partir alguns mais frágeis, não parava quieto um só segundo. Então a menina estava sempre a ralhar com ele, e a dizer-lhe para não mexer nas coisas dela, estava sempre a ralhar com ele, para ele não fazer tanto barulho, estava sempre a dizer-lhe para ele não comer muitos doces, pois não o queria ouvir a chorar com dores de barriga... Enfim o irmão achava que ela não gostava dele, mas ela somente se preocupava com ele, e como tal quando ralhava com ele não era por não gostar dele, mas porque o queria ver bem, pois ela gostava muito do irmão mais novo. Mas o irmão estava zangado e farto de ouvir reclamar e de a ouvir proibir de fazer o que quer que fosse, e ele só queria era brincar, então o irmão decidiu um dia fugir. Aproveitou um dia que ela estava distraída a arrumar-lhe o quarto e pegou na mochila com alguns brinquedos e algumas bolachas e fugiu. Quando ela se apercebeu que havia muito silencio lá em casa, foi procura-lo e não o encontrou em lado nenhum, ficou muito preocupada com ele e começou a chorar, pois não sabia o que fazer, e nem onde ele poderia estar, e alem do mais ele era muito pequeno, para onde teria ido sozinho. Mas ele sentia-se um herói, estava sozinho e não havia ninguém que ralha-se com ele, podia fazer o que queria, correr, pular, gritar e comer as bolachas de chocolate todas de uma só vez. E foi andando, andando, andando... até que já não sabia onde estava e nem como voltar para trás... E as bolachas já tinham acabado, o pequeno começou a sentir-se muito sozinho, tinha ido parar a um pequeno bosque e não via ninguém, só árvores, e pequenos animais... Já não se lembrava do caminho para casa e estava a começar a ter medo, pois estava a anoitecer e ele tinha medo do escuro. Não sabia o que fazer, nem como voltar para casa, começou a desejar ouvir a irmã a ralhar com ele e a pô-lo de castigo, como ele ia adorar poder ouvi-la agora neste instante.
-Eu também tenho medo, não gosto do escuro e mamã deixa-me sempre uma luzinha acesa.
-Pois é pequena os pais apesar de estarem sempre a ralhar e a proibir eles gostam muito dos filhos, e se o fazem é porque querem o melhor para eles, dai não ser bem ralhar mas sim chamar a atenção, pois não querem que nada de mal lhes aconteça.
-senhora...
-Sim, que queres, não estas a gostar da historia?
-Estou sim, estou a adorar, mas é que eu lembrei-me agora que tenho de ir para casa, a minha mãe deve estar preocupada e eu já estou com saudades dela, e o meu maninho também deve andar a minha procura, tenho de ir ter com ele para lhe dizer que estou bem.
-Esta certo, já esta a ficar tarde mesmo
-Ajudas-me a subir a cerca?
-Sim, claro que sim.
-Obrigado. Sabes gostei muito da história, e gostei muito de a conhecer, quem sabe um dia não peço a mamã para voltar e para ouvir o resto da história com o meu mano.
-Esta bem, eu espero que voltes, mas que desta vez avises a tua mãe para ela não ficar preocupada.
Fica bem pequena mulher.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Mas que M.E.R.D.A é está ?

Sei que uma senhora não deveria falar assim....
mas estou fula....
CARAMBA….
Eu até pensava que estava a dormir, que isto todo tinha sido somente um pesadelo.
Camiões queimados, mercadoria vandalizada, pessoas mortas e feridas.
Porra mas estamos a caminhar para a guerra ou o que??
Cadé o civismo das pessoas??
Somos alguma tribo primitiva ou em vez de progredirmos estamos a regredir…
O país já esta na Merda e vamos afundar o resto???
Eu sei que tem de ser feito algo, sim as coisas tem de mudar, mas é assim que vamos mudar??
È a deixar os produtos a estragarem, os animais a morrerem enjaulados, o leite a azedar nas fábricas, os hospitais sem medicamentos???
Bem hoje, alguém teve o bom senso de anunciar que os camiões com animais e com medicamentos poderiam passar. É apedrejando quem não se quer juntar ao bloqueio?? Caramba, vivemos num pais livre, ou supostamente deveria ser e só se deveria de juntar ao bloqueio quem quer, e não por obrigação. Querem protestar? Querem lesar as petrolíferas? Então que tal deixarem os carros em casa, carros, motas, e tudo o que funcione a gasóleo e a gasolina… sim… tudo. Parar tudo mesmo, carros, autocarros, camiões. Andarmos a pé, de bicicleta ou de patins…Até é mais saudável. Mas não só em Portugal, claro, afinal nós somos somente uma mancha. Mas se a maioria dos grandes países aderissem iam ver como as petrolíferas iriam baixar. Pois se há escoamento do produto ele vai continuar a subir e a subir, não são bloqueios de camiões que vão fazer o preço descer, alias como já se viu nas noticias os camiões de Gasolina estão a fazer a distribuição com escolta policial… e o resto?? E os alimentos, e o leite e a carne e o peixe??? Esse está a estragar dentro dos camiões??? Qual a lógica disto???
Eu devo ser muito leiga neste assunto pois não estou a entender nada….
Se isto era por causa do aumento do gasóleo/gasolina… afinal esta a faltar sim , mas esta a ser entregue na mesma com escolta policial e tudo… e os alimentos, esses não são importantes??? Ou agora vamos começar a beber gasolina????
O melhor disto tudo é que se Portugal ganha hoje, vai tudo pegar nos carrinhos, e andar pelas cidades feitos doidos a buzinhar e a Gritar PORTUGAL…. PORTUGAL….PORTUGAL…. Claro, porque a gasolina tá cara, alias muito cara, alias até em falta né… Mas pá, é a seleção que esta a jogar, e Portugal é futebol… Temos de Festejar pá.. Fo#a-$e… uma bomba largada em cima dessa cambada de idiotas era pouco. Primeiro choram…. Tá mau… tá mau… e depois são os primeiros a pegar no carro e irem gastar gasolina sem precisão nenhuma. Dasssssssssssssss.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Bonzões ou mauzões?

Pois é os homens estão a começar a reivindicar o direito a usar saias… Assim como as mulheres reivindicaram o direito a usar calças. E eu acho muito bem se queremos direitos iguais em tudo, porque não os homens usarem saias também… Afinal nem é assim tão estranho … os escoceses usam o kilt, na polinésios e em África também existem trajes compostos por saias… Mas acho que o preconceito da maioria dos homens ainda é muito grande para que isso aconteça, pelo menos em Portugal, não estou a ver o Macho Latino a usar saias e a correr o risco de passar por “bicha”. Mas se olharmos para trás, já houve um tempo em que os homens usavam longas cabeleiras e se maquilhavam, usavam roupas bem exuberantes e com rendas e folhos, já ouve também a época das calças à boca de sino, que mais pareciam uma saia longa… Mas com a evolução, ou não… a sociedade criou um homem sem ornamentos, mais prático e "funcionável" e entretanto mais previsível… Mas se antes os homens não podiam ouvir nem falar em cremes hidratantes, agora já existe uma linha criada a pensar neles. E eles a comprarem… ou pedirem às mulheres para comprarem, porque a ideia de que isso não é coisa de macho ainda existe… O problema são as mentalidades… apesar de já existirem muitos metrosexuais. Ainda existem muitos homens que não tem qualquer sentido estético… Ou arrisco nenhum. Os homens só têm sentido de mercado, do que é aceitável, e não do que é belo. É que se não for esta a explicação, que outra então haveria para os bigodes, os porta-telemóveis ao cinto e as patilhas penteadas sobre a testa para disfarçar a careca? Os homens não se acham bonitos, e como tal não procuram ser bonitos. Os homens fazem apenas aquilo que julgam que a sociedade julga apropriado. Os homens não usam maquilhagem porque se fossem descobertos passavam uma vergonha. E não pintam o cabelo porque as tintas não é mesmo coisa de homem. E nem se perfumam, porque um macho se quer a cheirar a cavalo. Não, alto! De facto os homens já se perfumam. E como foi que os perfumes passaram a ser algo másculo e viril? Foram as mulheres que assim o quiseram. Desde que as mulheres defenderam o olfacto, incentivando o masculino uso de desodorizantes, o controle do cheiro deixou de ser tabu. E hoje até se vendem sticks unisexo, embora os homens ainda prefiram um bom Axe, pela sua promessa de aceitabilidade feminina. E não usam saia porque isso é coisa de travesti… de bichona… Mas acredito que essas mentalidades são sofrer alterações, afinal tudo o que a mulher aprova o homem consome… afinal que faz as compras dos champôs e cremes lá para casa… e dos prefumes… a grande maioria são as mulheres que comprar e eles usam… Por isso a ideia de usar saias pode agora neste momento parecer um grande disparate mas o facto de as mulheres querem usar calças também pareceu na altura um grande disparate… mas afinal ainda as vestimos hoje…